Road Trip: Salt Lake City com bebês

Meu bebê tem 7 meses e já é muito viajado!

Com 2 meses, viajou pela primeira vez de avião. Nós fomos a Houston para tirar o passaporte brasileiro dele.

Com 4 meses, fez sua primeira viagem internacional! Foi conhecer os parentes do Brasil.

E agora, com 7 meses, fez a sua primeira viagem de carro, de Denver para Park City e Salt Lake City, no estado de Utah. Essa também foi a nossa primeira viagem de lazer com ele, então foi uma experiência nova e bem diferente e por isso eu resolvi compartilhar aqui com vocês.

No mês passado, eu e o Jesse hospedamos uma amiga da minha cunhada aqui em casa, e como forma de agradecimento ela nos presenteou com estadias no time-share dos pais dela em Park City, Utah. Fomos para lá para celebrar o nosso 6º aniversário de casamento.

A viagem demora cerca de 8 horas, sem contar as inúmeras paradas para cuidar do bebê, colocar mais gasolina, comer, etc. Na sexta a noite, dirigimos 4 horas até Rawlins, WY, onde passamos a noite em um hotel de estrada. Foi uma ótima decisão, pois além de dividir um pouco o tempo de viagem, o Yohan foi dormindo a viagem inteira, já que saímos de casa na hora de dormir dele. No dia seguinte, dirigimos até Park City, onde ficamos hospedados.

Após fazer o check-in e nos acomodar no quarto, resolvemos dar uma volta pela cidade. Pegamos um ônibus gratuito e fomos até a Main Street em Old Town, onde passeamos por diversas lojinhas e galerias de arte. Fiquei encantada com a fofura e charme do local.

Era nosso aniversário de casamento, então nós queríamos jantar em um lugar bacana. Encontramos um restaurante brasileiro e pedimos umas coxinhas que estavam deliciosas. Resolvemos ficar por lá para jantar… que decisão ruim! Além da comida não ser gostosa, o Yohan começou a ficar cansado e chato. Voltamos para o hotel e decidimos que só iríamos jantar no hotel dali em diante.

No dia seguinte, fomos a uma apresentação de time-share (tudo pra ganhar 7 noites de hotel em qualquer lugar do mundo hahaha) e depois do GPS nos dar um mega olé, conseguimos achar o tal do outlet, o Tanger Outlets.

Depois disso, fomos para o Homestead Crater, que é uma cratera com água termal dentro. Para entrar, você precisa reservar e pagar com antecedência, pois a cratera é bem pequena e o número de visitantes é limitado. O Yohan A-M-O-U ficar lá na água quentinha. Ele ficou super relaxado, brincando com a água e tal. Ver a alegria e o relaxamento dele foram o ponto alto da visita. Morri de fofura!

Demos uma passadinha no Starbucks, com a missão de comprar uma mini-caneca para o Yohan. Voltamos para o hotel e eu e o Yohan fomos brincar na piscina de água quente. Ele ficou batendo na água enquanto o Jesse fazia vários vídeos Slow-Motion. É incrível como a gente passa a ver a vida com outros olhos quando temos um bebê. Passamos a redescobrir e a olhar tudo como se fosse a primeira vez. É bom demais!

No próximo dia, resolvemos ir até Salt Lake City e Bonneville Salt Flats. Depois de uma manhã preguiçosa, fomos almoçar em Salt Lake City, em um lugar chamado Spitz, que era de comida mediterrânea de rua, mas com uma pegada beeeem americana. Foi bem gostoso e o lugar era super legal. Eu acho muito mais fácil ir em lugares “sem garçom” com o bebê, pois normalmente tudo é bem mais rápido e ele fica mais tranquilo no bebê conforto.

De lá, fomos para Bonneville Salt Flats. O lugar ficava a cerca de 1:30h de distância de Salt Lake e a gente confiou demais no potencial do nosso carro híbrido e quase ficamos sem gasolina! Pra chegar lá, vc dirige milhas e milhas pelo deserto de sal e não tem NADA no caminho. Nós tivemos que voltar uns 20 min pra encher o tanque… então fica a dica. Se for pra lá, vá com o tanque cheio!! hahaha

Enfim, apesar do atraso, valeu MUITO a pena. Foi o lugar mais lindo da viagem. Vou deixar as fotos falarem por si só.

Vou confessar que não era o melhor lugar pra levar o bebê. O sol refletia no sal e fazia o lugar ficar muuuito quente. Fiquei pouquíssimo tempo no sal e sempre cobrindo o rostinho do Yohan.  Apesar da longa viagem, você não passa muito tempo lá, pois você chega, anda um pouco no sal, tira umas fotos e vai embora. Não tem lojinha de presentes (poisé!! Inacreditável!!), nem nada… De qualquer maneira, valeu muito a pena… e as fotos ficaram lindas!! haha.

Dirigimos de volta para Salt Lake e passamos na casinha do Up! Altas Aventuras, o que foi uma perda de tempo. A casa é bonitinha e tal, mas é isso. Acho que só vale a pena se vc marcar pra tirar fotos lá na casa (tem q reservar horário com o proprietário). Enfim, depois disso os coffee shops e outros lugares que a gente queria visitar já estavam fechados, então voltamos para Park City, onde compramos nossa janta no Whole Foods e voltamos para o hotel.

No dia seguinte, nós só dirigimos para casa, dessa vez pegando a estrada pelo Colorado, que era muuuito mais bonito do que por Wyoming. Demoramos cerca de 11h pra chegar, mas paramos para comer e até paramos um pouquinho em Edwards, onde tomamos um sorvete delicioso!

Viajar de carro e a lazer com o bebê foi uma experiência muito interessante. Tudo tudo tudo demorou muito mais do que o normal e nossos horários ficavam limitados aos horários dele. Se estava ficando perto das 8h, a gente já tinha que se apressar e voltar pro hotel pra colocar ele pra dormir. Também tínhamos que ficar de olho pra conseguir dar mama nos horários certos e tal. Mas isso foi bem tranquilo (fora o dia que não conseguimos tomar sorvete haha). Todos os nossos sentimentos se intensificavam de acordo com as reações dele. Se ele estava feliz, a família inteira estava feliz. Se ele chorava, a família inteira ficava estressada.

Se valeu a pena? Ah, valeu sim!! Que o nosso pequeno possa ser tão explorador e aventureiro quanto nós.

Oh the places you’ll go, little Yohan.

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O incrível lado bom das coisas ruins da vida

Quando eu era adolescente, e as pessoas ainda mandavam textos legais por email (e Whatsapp não existia haha), eu recebi um que se chamava “O incrível lado bom das coisas ruins da vida”. Nele, o autor sempre tirava algo bom das tragédias que acontecem na vida… Enfim, era um texto humorístico, com situações que ninguém quer passar, mas que por alguma razão, ficou gravado na minha memória e que na minha opinião, é uma ótima maneira de ver a vida com mais leveza e bom humor.

Só que nem sempre é fácil levar tudo na esportiva, na maioria das vezes é bem frustrante… Por exemplo,  meu carro quebrou antes de eu ir pro Brasil e como ele é híbrido, o nosso mecânico não sabia o que fazer. A situação está demorando tanto pra resolver que já virou uma piada… Mas tem seu lado bom…

  • Não gasto dinheiro com gasolina.  Também não saio pra gastar a toa durante o dia.
  • Eu não preciso carregar o Yohan pra lá e pra cá (mais de 8kg!!) e posso ir no mercado a noite, sozinha, quando o Jesse volta do trabalho.
  • O Yohan fica bem sussi, o dia inteiro em casa, explorando tudo o que você pode imaginar (pq quando a gente sai, não dá pra deixar ele brincando no chão né).
  • Eu tenho que ficar mais criativa na cozinha, pq nem sempre dá pra sair pra comprar os ingredientes que eu preciso.

Enfim, eu quero poder ver sempre o lado bom, em todas as situações da minha vida. Isso me leva a refletir sobre o que a Bíblia diz em Romanos 8:28: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.”

Nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente esperou ou planejou, mas como filha de Deus, eu tenho a segurança de que não importa o que aconteça, Deus está trabalhando isso para o meu bem.

Que a gente possa sempre ver o lado positivo das coisas… e se não houver lado positivo, que possamos descansar no fato de todas as coisas cooperam para o nosso bem 🙂

 

 

Carta de Amor

O Jesse que me perdoe, mas estou apaixonada por outro. Na verdade, preciso confessar que ele também está apaixonado por esse outro alguém.

Poisé, o Yohan chegou ao mundo há pouco mais de dois meses e está arrebatando corações. E não sou só eu… se vc está lendo isso aqui, é pq vc provavelmente faz parte do fã clube do Yohan!

  • Yohan,

Eu não consigo nem expressar em palavras o tanto que eu amo você! E esse amor cresce de uma maneira muito louca. Eu achava que te amava quando você estava dentro da barriga, mas aí você nasceu e eu descobri novas facetas do amor: preocupação, cuidado… você continuou crescendo e eu comecei a achar que seus abraços eram a melhor coisa da vida, mas você cresceu e se desenvolveu mais… e mais uma vez fui surpreendida!

Há alguns dias, vc começou a retribuir meu olhar apaixonado e a sorrir pra mim. Como eu me derreti… cada vez que você me olha, cada vez que você sorri pra mim ou “conversa” comigo… Ah Yohanzinho, vc não sabe a alegria que isso me traz!

Como eu poderia imaginar que ser mãe é tão bom?

Sim, é difícil acordar várias vezes no meio da noite, ou ter que interromper tudo o que eu estou fazendo pq vc precisa de mim… mas não tem nada, nada que seja tão bom quanto ter você no meu colo, com esse seu sorrisinho meio torto. Você já sabe que pode contar comigo, que eu vou te dar mama quando você estiver com fome, colo quando estiver carente e muito muito amor enquanto você viver.


Eu não sabia sobre o que postar, mas sigo na resolução de postar todas as semanas. Ah, e sobre o post anterior: era pra vcs terem comentado coisas do tipo “Tadinha, 9 meses grávida e o marido fazendo obra em casa” e não ficar elogiando o Jesse… hahahahaha vai que ele se empolga e decide fazer mais coisas na casa… hahah Eu já falei pra ele que quando ele quiser reformar o banheiro de cima, eu vou pegar o Yohan, ir pro Brasil e só vou voltar quando estiver tudo pronto hahahahah

A eterna saga do banheiro que não ficava pronto nunca

Na minha casa tinha um banheiro só… no andar de cima! Também tinha um quartinho que tinha todo o encanamento para fazer um banheiro no andar de baixo.

Então resolvemos construir um lavabo! Pedimos orçamento e ia sair uma fortuna pra fazer um lavabo tão pequeno. Aí meu lindo marido disse: “Deixa que eu faço!”. E eu concordei.

E ele fez. E o banheiro ficou lindo lindo lindo! E eu pensei assim: “Quando a obra terminar, vou postar uma foto e me gabar do quanto meu marido é talentoso”. Seria muito fácil e lindo postar o resultado final e fingir que a construção do banheiro foi um mar de rosas… mas não foi! O Jesse é extremamente perfeccionista e ele demorou um século pra terminar o banheiro. Pra vc ter uma ideia, ele pediu ajuda pro irmão dele, que fez uma parte lá super rápido… aí o Jesse foi lá e “consertou” tudo e demorou mais tempo do que se ele tivesse feito sozinho pra início de conversa…

Pra piorar a situação, pense na pessoa grávida, a casa cheia de poeira e material de contrução, e o marido usando todas as horas livres do dia na construção do banheiro…. fora que eu achava que era só colocar o azulejo, o vaso, a pia e pronto… mas não, ele também mudou a parte elétrica, o dry wall, e como se todos esses fatores não fossem nada, escolhemos um projeto bem mais complicado (leia-se: azulejo na parede e bancada de azulejo para colocar a pia – que o Jesse teve que fazer) do que um simples lavabo.

Enfim, dá pra imaginar que foi uma trabalheira e um stress né? Mas ficou lindo… e quem vê as fotos e o resultado final fica admirado… Só que quem vê o banheiro pronto não sabe o que foi viver mais de um mês com essa obra que nunca acabava.

Seria muito fácil pra mim vir aqui e me gabar do marido talentoso, mas só Deus sabe o tanto que eu me estressei e briguei por causa desse banheiro…

Moral da história: não confie e nem se compare com tudo o que é postado na internet. É muito fácil esconder a vida real e fingir que tudo é lindo e as vezes a gente faz isso até inconscientemente… Sim, eu fiquei muito orgulhosa do Jesse e estava doidinha pra mostrar o trabalho dele pra todo mundo… mas cheguei a conclusão de que isso seria injusto e hipócrita, pois o processo não foi nada legal.

Só que agora eu tenho que admitir que valeu a pena todo o stress! Não precisar subir escada pra fazer xixi é ótimo, mas confesso que a parte que eu mais gosto é quando as visitas vão no banheiro no andar de baixo (antes, tinham que ir em cima, lá onde tem os quartos e eu me sentia com a privacidade invadida hahhaa)

Ah, e depois de fazer o banheiro, ele ainda fez um balcão novo pra cozinha. Desnecessário dizer que o Yohan nasceu e o balcão ainda não estava pronto né… Agora ele só tem autorização para trocar tomadas e fechaduras…. hahaha

2017

E assim como eu gosto de criar resoluções para o ano vindouro, eu também gosto de refletir no ano que passou…

2017 foi um ano e tanto…

Quando ainda estávamos em 2016, uma pessoa falou comigo por Facetime e me disse que Deus iria me surpreender em 2017 (ou alguma coisa parecida). Eu não tinha ideia de que a minha vida poderia mudar tanto em um ano…

Janeiro/Fevereiro – começamos a nos enturmar na nossa igreja. Pelo que eu vi na minha agenda, nós visitamos o Nate e a Tess pela primeira vez, aparentemente!

Março – fui para a Disney encontrar minha tia Sheila, meu tio Marcelo e minha priminha Miya. Foi um tempo muuuito gostoso com eles  e o Yohan já estava dentro da minha barriga!

Abril – fiz o teste de gravidez e descobri que estava grávida. Meus pais vieram do Brasil e nós pudemos contar pra eles pessoalmente. Viajamos para o Texas para o casamento da Julie e do Jaska.

Maio – meu carro foi completamente detonado (deu perda total) por uma tempestade de granizo. Assustador! Grata demais a Deus que eu estava no trabalho! Assinamos o contrato da nossa casa!

Junho – enjoo, verão com cansaço… haha meu aniversário de 26, Jesse me deu suculentas que estão vivas até agora! Foi uma das primeiras vezes que ele me surpreendeu sem eu desconfiar!

Julho – nos mudamos para nossa casa nova! Yay! Também fui no show do Jack Johnson.

Agosto – trabalho, trabalho!

Setembro – viagem para o Canadá

Outubro – chá de bebê (surpresa no trabalho & planejado pelas amigas), nascimento da minha sobrinha Livia

Novembro – o Yohan chegou!! (Obediente, chegou dois dias depois dos meus pais e irmão…)

Dezembro – dedicamos o Yohan a Jesus. Primeiro Natal do Yohan e na casa nova. Mostrar tradições de Natal e celebrar o aniversário do Seiti)

Muitas coisas aconteceram esse ano e por tudo sou grata… Deus foi muito gracioso conosco!

Outros momentos bons de 2017:

Resoluções de Ano Novo

Eu adoro fazer resoluções de ano novo… todo ano eu determino metas e escolho coisas que quero fazer durante o ano.

Confesso que eu sou culpada de desistir/não cumprir minhas resoluções… ás vezes elas duram apenas um mês, mas eu continuo fazendo a minha lista, ano após ano…

Eu adoro essa sensação de “ganhar” um livro em branco, recomeçar, e todo esse clima de novo e de esperança que vem quando o ano muda. É uma ótima chance de colocar em prática tudo aquilo que a gente sempre quis fazer e não começa nunca!

Eu ia postar minhas metas aqui, mas elas são pessoais demais… Posso dizer que uma delas é postar aqui semanalmente, será que eu consigo?

Enfim, que 2018 seja um ano cheio de realizações e alegrias! Que o Espírito Santo nos guie em cada passo e que a cada dia sejamos mais parecidos com Jesus!

Relato do meu parto natural

Alerta: Esse é um post sobre parto, gente!

Antes de ter o meu bebê, eu ficava lendo relatos de parto natural/humanizado e ficava lá sonhando com o dia que eu escreveria o meu próprio relato… Infelizmente, depois de ter dado a luz eu só conseguia pensar que seria impossível eu encorajar alguém a ter um parto natural… hahaha mas agora já se passaram muitos dias desde que o Yohan nasceu e muita coisa mudou… (comecei a escrever esse post 18 dias pós-parto, mas já se passaram 26 e ainda não consegui terminar… vida de mãe é uma loucura!).

Pra começar, eu passei a ter um entendimento maior da diferença entre o parto normal e o parto humanizado (ou natural como eles chamam por aqui), pq minha mãe (que teve parto normal) me contou todas as coisas que foram diferentes quando ela teve eu e meu irmão há +20 anos atrás. Não sei dizer se as coisas mudaram muito de lá pra cá, mas de acordo com o que ela  me contou, diferentemente do parto normal, no parto natural não há medicação para acelerar as contrações, nem episiotomia, nem epidural  e eles esperam a bolsa estourar sozinha… ou seja, tudo acontece no tempo da mamãe e do bebê…

E foi assim que o Yohan veio ao mundo, sem medicação, sem ninguém acelerar as contrações e no tempo dele.

Meus pais chegaram do Brasil no dia 15 de novembro… no dia 16, nós fomos no shopping, no Ikea, caminhamos no lago… enfim, foi um dia cheio! Fui deitar lá pelas 11pm e cerca de 12:30am eu acordei com uma contração bem dolorida. Tentei dormir de novo e lá por 1:15am, veio outra contração e depois dessa, eu não conseguia mais dormir, a única posição que me aliviava era ficar sentada no banheiro… e lá eu fiquei enquanto o Jesse monitorava as minhas contrações com um aplicativo no celular… eu gritava “Contração” e ele apertava o botão, aí eu gritava “Parou” e ele marcava lá de novo… Quando as contrações começaram, estavam de 7 em 7 minutos. Fiquei a madrugada inteira gritando contração e revezando entre o vaso e a banheira. Ás 7 da manhã eu já não aguentava mais e as contrações estavam de 4 em 4 minutos e parecia que não estava avançando…  A orientação da minha parteira era de só ir pra maternidade quando as contrações estivessem “3-1-1”, ou seja, vindo em intervalos de 3 minutos, com um minuto de duração e por uma hora. Mas eu estava desesperada… então o Jesse ligou para a parteira e ela disse para me levar lá as 8am que ela ia ver se eu já estava pronta.

Eu tinha todos esses planos de usar uma roupa decente etc e tal, mas na hora da dor, não consegui pensar em nada, saí de casa só com o roupão do Jesse e tênis hahahha. Chegamos no Baby + Company e a parteira foi me checar e eu já estava com uma dilatação de 7cm. Eu dei graças a Deus que ela não ia me mandar de volta pra casa! hahaha Ela me disse que lá por 10:30am eu estaria empurrando… Infelizmente, as contrações demoraram a acelerar… então fiquei lá, mudando de posição por várias horas… da cama pra bola, da bola pro banquinho (com um buraco em baixo haha), do banquinho pra barra, da barra pra banheira….  Na banheira eu quase caí no sono, então a parteira me mandou sair pq eu estava relaxando demais e as contrações estavam ficando mais espaçadas… No meio de tudo isso, eu gritava “Water” ou “Ice” e lá ia o Jesse me socorrer. Só sei que no meio de toda essa movimentação, finalmente chegou a hora de fazer força pra ele sair…

Eu imaginava que meu bebê nasceria: no banquinho (com buraco no meio), na barra fazendo agachamento ou na banheira. E é claro que ele nasceu da maneira que eu menos esperava: na cama! Eu fiquei no banquinho por um bom tempo, mas estava tão exausta que a parteira me mandou ir pra cama e deitar de lado (pq assim força menos o períneo). Empurrei por cerca de uma hora, gritando com voz grave (pq ajuda em alguma coisa…) e finalmente, o bebê saiu! Eeeeee!!!

Imediatamente elas colocaram ele no meu colo e eu não podia acreditar, eu tinha dado a luz a um menino lindo!! Eu achava que a pior parte tinha passado, mas pra falar a verdade, meu pós-parto foi bem complicado…

Depois do bebê sair, é a hora de sair a placenta e quando a minha saiu, eu perdi muito sangue… por causa disso, eu fiquei fraca, meio delirante, sentia que ia desmaiar… eu também estava exausta e tremendo por causa do parto e por conta de tudo isso, eu nem tinha como tomar conta do baby, ainda bem que ele era bonzinho e ficou de boa com a minha mãe e com o Jesse. Eu via as enfermeiras e parteiras cuidando de mim, mas parecia que eu estava longe, parecia tudo um sonho (muito ruim). Tive muito medo nessa hora, poxa, dei a luz a um bebê e agora vou morrer? Tomei soro, injeção pra controlar o sangramento, pedi mil cobertores, tomei banho pra esquentar, tentei dormir, tentei comer, tentei beber água, pedi milhares de orações, senti calor… Só fiquei tranquila a hora que perguntei pra parteira se eu precisaria ser transferida para o hospital e ela disse que não. Descansei na medida do possível e me senti um pouco melhor.

Lá no Baby + Co, as mães dão a luz e já vão pra casa umas 6h depois. Eu tive que ficar umas 10h lá e estava morrendo de medo de ir pra casa, mas fui e foi muito melhor! Em casa eu pude descansar de verdade, não sei, não estava sendo constantemente monitorada, mas é como se só o fato de estar em casa tivesse me ajudado a relaxar e descansar.

Enfim. Foi difícil? Foi! Se eu me arrependo de ter tido um parto natural? Não! Deus fez o meu corpo especialmente pronto para dar a luz! Quando eu estava empurrando, eu estava exausta, tava praticamente dormindo e de alguma maneira, esse bebê saiu! A maioria das mães fala que depois eu viram o rostinho do bebê, elas esqueceram da dor, mas pra falar a verdade, eu não achei que a dor era tão impossível assim. Doeu? Doeu muito, mas passou! A pior parte foi sem dúvida quando a cabeça dele estava saindo, mas pra falar a verdade essa parte passa tão rápido… Enfim, no final das contas, foi sofrido, mas estou muito orgulhosa de mim por ter tido meu bebê de maneira natural, me senti forte, “empowered”.

E é claro, preciso admitir que dei a luz a um bebê lindo, né?

P.s: eu acho lindo ver fotos de parto humanizado, mas no meu não teve não, graças a Deus hahahah mas pelo menos vcs podem ver fotos do quarto onde o Yohan nasceu!

Todos os bebês que nascem no Baby + Co ganham uma bandeirinha com o nome que fica exposto lá… olha a bandeirinha do Yohan! ❤

UPDATE:

Depois de 6 semanas que o Yohan nasceu, eu voltei no Baby + Co para mais uma consulta. A parteira que me atendeu (que não foi a mesma que fez o meu parto), disse que o comentário lá foi que meu parto foi muito tranquilo e que eu fui ótima…. engraçado como a perspectiva de quem trabalha com isso é bem diferente da nossa, né? Enfim, fiquei mais orgulhosa ainda de mim mesma!

Ah, outra coisa que eu gostei muito sobre o meu parto é que o Yohan não saiu do meu quarto em momento nenhum! Todos os exames foram feitos do meu lado e ele ficou comigo em todos os momentos que eu consegui! Legal né?